NaMaria: Desde 2004, PSDB paulista gastou R$ 250 milhões com a mídia (quase tudo sem licitação)
15 out
Transparência é sine qua non em todo negócio público. Uma das formas de garanti-la é a licitação, quase sempre obrigatória. Mesmo nas situações excepcionais em que é dispensável, o contrato da minuta tem de estar disponível, on-line, para consulta. O descumprimento dessas normas tem de ser denunciado, é óbvio.
Rápida busca no Google revela que denúncias nesse setor (às vezes improcedentes) geralmente ganham destaque na velha mídia quando envolve pessoas e órgãos ligados ao governo federal ou aos aliados da base de sustentação do presidente Lula.
Essa mesma mídia, no entanto, silencia sobre as benesses que recebe da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo (SEE-SP), via Fundação para Desenvolvimento da Educação (FDE), pela venda de apostilas, jornais, revistas, livros. Ler o restante do artigo »
Serra fará de tudo para provar que não é tão antinordestino assim
23 mai
É noite de segunda-feira no sertão do Cariri. Diante dos seguidores que lotavam o Tênis Clube da cidade do Crato, a calorenta terra natal do Padre Cícero, o candidato tucano à Presidência, José Serra, aparentava descontração no palanque.
Por Cynara Menezes, na CartaCapital
Até que não fez feio, para um paulistano da Mooca, ao puxar cantoria para Juazeiro e Último Pau-de-Arara, forrós imortalizados por Luiz Gonzaga. Estava tão à vontade que confessou ao público: “Sabem que quando cheguei tive a sensação de já ter vivido esse momento antes? Como se já tivesse entrado aqui, neste clube… Déja vu, não é assim que se diz?”
O ex-governador de São Paulo queria dizer que se sentia em casa entre os sertanejos, mas a sensação de déja vu do candidato é real. Serra já viveu este momento antes, exatamente oito anos atrás.
Como em 2002, o tucano precisa crescer no Nordeste para ter chances reais de ganhar a eleição. Nas mais recentes pesquisas dos institutos Vox Populi e Sensus, Dilma Rousseff mantém vantagem avassaladora na região. Segundo o Vox, a diferença é de 49% a 29% a favor da petista. No Sensus, chega a 50,2% a 29,3% quando na lista de candidatos constam apenas os nomes dos dois e da senadora Marina Silva.
Qual é mesmo o programa do PSDB para o Brasil?
18 mar
Nova pesquisa Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) confirma tendência apontada em levantamentos anteriores: a aprovação de Lula bate novo recorde, Dilma Rousseff segue crescendo e José Serra segue estagnado (ou “estável”, como preferem dizer seus apoiadores). Nove áreas do governo foram avaliadas e, em apenas três, desaprovação superou aprovação. Geração de emprego em fevereiro bate recorde. Alto desempenho do governo e da economia expõe vazio programático do PSDB e de sua candidatura.
Marco Aurélio Weissheimer
Um dos números mais terríveis do Ibope para o governador José Serra é o que aponta a manifestação espontânea de voto. Segundo a pesquisa divulgada nesta quarta-feira (17), o presidente Lula lidera com 20%, sendo seguido pela ministra Dilma Rousseff, com 14% e por Serra, com 10%. Ou seja, somados, Lula e Dilma chegam a 34% contra apenas 10% do tucano. As más notícias, para o PSDB, do levantamento encomendado pela Confederação Nacional da Indústria não param por aí: a diferença entre Serra e Dilma caiu 13 pontos percentuais em relação à última pesquisa Ibope. Na estimulada, Serra tem 35% e Dilma, 30%. Na pesquisa anterior, realizada em novembro, Serra tinha 38% e Dilma, 17%. O índice de rejeição da ministra caiu de 41% para 27% desde a última pesquisa. E 42% dos entrevistados não sabem que ela é candidata de Lula. Ler o restante do artigo »
Carta Maior: Grande mídia organiza campanha contra candidatura de Dilma
3 mar
Em seminário promovido pelo Instituto Millenium em SP, representantes dos principais veículos de comunicação do país afirmaram que o PT é um partido contrário à liberdade de expressão e à democracia. Eles acreditam que se Dilma for eleita o stalinismo será implantado no Brasil. “Então tem que haver um trabalho a priori contra isso, uma atitude de precaução dos meios de comunicação. Temos que ser ofensivos e agressivos, não adianta reclamar depois”, sentenciou Arnaldo Jabor.
Bia Barbosa
Se algum estudante ou profissional de comunicação desavisado pagou os R$ 500,00 que custavam a inscrição do 1º Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, organizado pelo Instituto Millenium, acreditando que os debates no evento girariam em torno das reais ameaças a esses direitos fundamentais, pode ter se surpreendido com a verdadeira aula sobre como organizar uma campanha política que foi dada pelos representantes dos grandes veículos de comunicação nesta segunda-feira, em São Paulo.
Nassif: Serra e o fim da era paulista na política
21 fev
Saiu no Nassif:
21/02/2010 – 09:53
Nassif: Serra e o fim da era paulista na política
Por que José Serra vacila tanto em anunciar-se candidato?
Para quem acompanha a política paulista com olhos de observador e tem contatos com aliados atuais e ex-aliados de Serra, a razão é simples.
Seu cálculo político era o seguinte: se perde as eleições para presidente, acaba sua carreira política; se se lança candidato a governador, mas o PSDB consegue emplacar o candidato a presidente, perde o partido para o aliado. Em qualquer hipótese, iria para o aposentadoria ou para segundo plano. Para ele só interessava uma das seguintes alternativas: ele presidente ou; ele governador e alguém do PT presidente. Ou o PSDB dava certo com ele; ou que explodisse, sem ele.
MENSALÃO DO DEM: Cúpula do DEM teme que Arruda abra a boca e o baú
16 fev
A informação de que o STJ estava prestes a decretar a prisão de José Roberto Arruda chegou à cúpula do DEM na véspera, com antecedência de quase 24 horas. Alertados, integrantes da Executiva do partido analisaram em segredo os efeitos do terremoto brasiliense sobre a sigla. No centro da encrenca estava Paulo Octávio, um filiado que o DEM evitara lançar ao mar em dezembro do ano passado, quando o panetonegate explodira. A iminência da prisão de Arruda reacendeu uma divisão que eletrifica os subterrâneos do DEM. A tribo ‘demo’ está cindida em dois grupos.
De um lado, a turma do “mata-e-esfola”. Do outro, a ala do “deixa-como-tá-pra-ver-como-é-que-fica”. Foram à mesa algumas propostas. Entre elas a dissolução do diretório do DEM-DF e o desembarque coletivo dos filiados da legenda dos quadros do GDF. Um dos participantes das conversas contou ao repórter uma passagem emblemática. A certa altura, um dirigente do DEM disse que, antes de tomar qualquer providência, conviria ouvir o vice-governador Paulo Octávio, mandachuva da legenda no DF. Abespinhado, um senador interveio: “Você não está entendendo. O Paulo Octávio tem que ser expulso do partido”.
Campanha de Dilma já começou na internet
16 fev
Já circula na internet vários vídeos postados por simpatizantes da pre candidata Dilma (PT). Um dos mais engraçados é a marchinha que fala do “Cara e da Coroa”. Confira no vídeo abaixo:
Papai Noel é um mau exemplo às crianças
24 dez
Coitado do Papai Noel! Nem ele escapou da cruzada contra a obesidade! Nathan Grills, pesquisador da Monash University, na Austrália, afirma que o bom velhinho precisa perder peso e tornar-se um modelo saudável para as crianças. Para isso, deveria deixar de lado as tortas de carne e o aguardente, e substituir seu trenó e suas renas por uma bicicleta.
Grills acredita que a imagem gorducha do Papai Noel promove a obesidade, o alcoolismo, a velocidade e um estilo de vida pouco saudável, e que seria melhor se ele fosse retratado sem a sua marca registrada: a enorme barriga. O estudo de Grill foi publicada na edição de Natal da British Medical Journal, com o título Papai Noel: um Pária da Saúde Pública?.
Grills afirmou à Reuters:
- Há um potencial para alguém que é tão amplamente reconhecido em todo o mundo influenciar as pessoas, especialmente crianças. Sua imagem sugere que não há problema em beber e em ser obeso. É um risco muito pequeno, mas que pode se espalhar. Ler o restante do artigo »
O embate entre o governo Lula e a rede Globo
22 dez
O embate entre Lula e a Globo poderia ser resumido como uma disputa pela verossimilhança, um bem escasso no mercado noticioso brasileiro. Ao participar quase que diariamente de atos ou eventos públicos, o presidente dialoga de forma direta com a população, estabelecendo um contrato de confiança que contrasta com a obstinação dos meios dominantes em montar um discurso noticioso divorciado dos fatos que, às vezes, beira a ficção. O artigo é de Dario Pignotti, publicado originalmente no Le Monde Diplomatique (Edição Cone Sul e Espanha).
Dario Pignotti – Le Monde Diplomatique (Cone Sul e Espanha)
No início da década de 1980, centenas de milhares de brasileiros cantaram em coro “O povo não é bobo, abaixo a rede Globo!”, quando a corporação na qual se apoiou a ditadura militar censurou as mobilizações populares contra o regime militar, utilizando fotonovelas e futebol para tentar anestesiar a opinião pública. Hoje, um segmento crescente do público brasileiro expressa seu descontentamento frente o grupo midiático hegemônico. Medições de audiência e investigações acadêmicas detectaram um dado, em certa medida inédito, sobre as relações de produção e consumo de informação: a credibilidade da rede Globo, inquestionável durante décadas, começa a dar sinais de erosão.
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Serra pediu pra “Globo” pegar leve com o Arruda?
9 dez
No caso do jornal, a razão seria (digamos) publicitária.
Mas não para por aí.
Ontem, um dos senadores mais bem informados do Congresso (ele transita bem entre governistas, mas é de um partido que tem boas relações com a oposição) garantiu, numa conversa em “off” com jornalistas: “a Globo vai tirar o pé do escândalo, o Serra chamou a direção de jornalismo e ‘pediu’ (ênfase irônica) para baixar a bola, e não bater tanto no Arruda“.
Mas, por que, senador? “Isso respinga na minha candidatura“, teria dito o governador de São Paulo.
(Muita gente acha que Serra, de início, não achou tão ruim o escândalo. Seria mais fácil negociar com um DEM enfraquecido. O Serra acha que, do jeito que está, o DEM virá por gravidade. Mas, se a crise se arrastar e o noticiário continuar mostrando as cenas, o PSDB também perde. Lula e o PT passam a ser vistos como fiadores do combate à corrupção. Ler o restante do artigo »







